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Sagrado Pão!

Postado dia 30/03/2008 às 12:29 horas, por Administrador.

PALESTRA PROJETO DASA- Dia 16 de Março de 2008.

 

Sagrado Pão – O Pão nosso de cada dia, alimento do corpo e da alma

 

 

 

O Pão pra mim tem uma conotação com o religioso muito forte, talvez por fazer parte da alimentação do homem desde a pré-história quando era cozido entre pedras quentes e sem fermento. O pão é citado na Bíblia em gênesis capitulo III, Deus expulsa Adão do Paraíso: “Com o suor do teu rosto comerás e pão, até que voltes à terra donte foste tirado...”. O pão está presente entre os povos da antiquidade. “Comereis pães azimos durante sete dias...” diz Moisés, instituindo a Páscoa entre os hebreus (ázimo, do grego, significa sem fermento).

“ O pão permeia toda a história do homem, principalmente pelo seu lado religioso. É o símbolo da vida, alimento do corpo e da alma, símbolo da partilha. Ele foi sublimado na multiplicação dos pães, na Santa Ceia e até hoje simboliza a fé, na missa católica – a hóstia – representando o corpo de Cristo”.

Há também os pãezinhos de Santo Antonio, que ainda hoje são distribuídos no dia 13 de junho, para serem guardados em latas. Acredita-se que o que estiver junto com o pãozinho não faltará durante aquele ano.

Esse costume português chegou até nós através dos jesuítas. É de Portugal também a história de Santa Isabel, padroeira dos panificadores.

Conta-se que no ano de 1333, em Portugal houve uma fome terrível, durante a qual nem os ricos eram poupados.

Reinava então D.Diniz, casado com D.Isabel, uma rainha cheia de virtudes. Para aliviar a situação da fome, ela empenhou suas jóias e mandou vir trigo de lugares distantes para abastecer o celeiro real, e assim manter seu costume de distribuir pão aos pobres durante as crises.

Num desses dias de distribuição, apareceu inesperadamente o rei. Temendo a censura, ela escondeu os pães no regaço. O rei percebeu o gesto e perguntou surpreso:

- Que tendes em seu regaço?

A rainha erguendo o pensamento ao Senhor, disse em vez trêmula:

- São rosas senhor.

O rei replicou:

- Rosas em janeiro? Deixai que as veja e aspire seu perfume.

A rainha Isabel abriu os braços e no chão, para pasmo geral, caíram rosas frescas, perfumadas. As mais belas rosas até então vistas.

O rei Diniz não se conteve e beijou as mãos da esposa, retirando-se enquanto os pobres gritavam: “Milagre, milagre!”

 O dia de Santa Isabel é comemorado em 8 de julho .

 O outro aspecto do pão é o histórico. Escavações arqueológicas revelaram que por volta de 10.000  a.C. os povos que habitavam a região da atual Suíça já fabricavam uma espécie rudimentar do pão, cozido entre duas pedras quentes .

Relata a história que o primeiro pão fermentado surgiu no Egito há 5 mil anos, quando um padeiro do rei, por descuido, esqueceu uma massa composta de farinha, açúcar e água. Quando se lembrou, essa massa já estava azeda e para não perdê-la, com receio de provocar desperdícios, resolveu adicionar mais massa fresca àquela azeda. Essa nova massa, ao ser cozida, cresceu, resultando num pão mais leve e saboroso até então conhecido no reino.

Uma outra fonte de pesquisa indicam os hebreus os responsáveis pela descoberta e divulgação da massa fermentada.

A massa composta de farinha e água contem certa quantidade de açúcar, proveniente do amido e de levedura, pequenas plantas, vivas. Quando deixada durante certo tempo num lugar quente e úmido, alevedura produz uma substancia química que altera o açúcar, transformando-o em álcool. Nesse processo há desprendimento de gás carbônico, formando bolhas que aumentam o volume da massa.

O processo de fermentação natural levou os antigos à idéia de misturar a massa fermentada à outra, sem levedura, para obter pão mais leve e melhor. Pães como esse foram fabricados durante séculos. Em nada se assemelhavam, no entanto, aos que conhecemos hoje. Eram achatados, mais parecendo tortas. Cozinham-se na lareira sob cinzas ou pedras aquecidas.

Os egípcios, famosos agricultures e divulgadores da cultura de cereais, modernizaram a técnica da fabricação do pão. Pinturas encontradas sobre tumbas de reis, que viveram há cerca de 2500 anos a.C. mostram como funcionava o sistema egípcio. Um conjunto de pedras acionado à mão triturava os grãos. Reduzida à farinha, o trigo era peneirado, libertando-se de cerdas e farelos. Misturado com água, transformava-se numa substancia mole, amassadas em grandes vasilhas de barro. O cozimento era feito em moldes também de barro, previamente aquecidos.

Guerras, transformações. O pão expande-se por todo lado. Oriente Próximo e atinge o Ocidente. Na Grécia sua qualidade é aprimorada e diversificada. É cozido a principio entre placas de pedra. Depois sobre pedras cobertas com uma espécie de redoma. E, finalmente em fornos apropriados.

 

 

 

A ESCOLA DE PADEIROS

 

 

 

 

Por volta do ano de 800 a.C., produção e consumo de pão ganharam novo impulso. Desta vez entre os romanos. Em 500 a.C. apareceram fornos de alvenaria em Roma e foi criada a primeira escola de padeiros da historia. Era privilégio ser membro dessa escola. O pão, base da alimentação romana, tornara-se matéria importantíssima. As panificadoras sofriam controle rígido. Surgiram leis trabalhistas especiais para os padeiros e suas famílias. Filho de padeiro não podia entrar em ordens sacerdotais nem em nenhuma outra instituição. Tinha que ser padeiro. Só havia exceção para os que tinham servido com mérito à Republica. Estes podiam tornar-se até senadores.

No ano de 30 a.C. existiam 329 panificadoras em Roma, produzindo farinha e pão.

Os pães dos antigos romanos eram mais parecidos com os de hoje: pequenos, fofos e arredondados. Sabe-se disso porque muitos deles foram encontrados, petrificados, nas ruínas de uma padaria em Poméia,  cidade romana que foi destruída por uma erupção do Vesúvio.

Antes de sua queda, os romanos introduziram o pão na Gália. E aí também o processo de fabricação continuou o mesmo até o século V.

Na idade média o processo de panificação passa por transformações marcantes. Surgem as corporações para proteger a profissão de padeiro. Compunham-se de de aprendizes, mestres e servos. Os aprendizes levavam de três a cinco anos para aprenderem a arte da panificação. Os mestres eram proprietários e adminstradores do material empregado na panificadora. Os servos exerciam as funções principais, sem terem, no entanto, o direito de ensinar aos aprendizes.

No século XIV surgiram as associações de companheiros. Estas reestruturaram as corporações, dando aos servos o direito de formarem aprendizes.

Nas regiões rurais as técnicas continuavam praticamente as mesmas dos romanos. Mas, nas cidades grandes houve modificações constantes. Os processos mecanizaram-se. A levedura de cerveja começou a ser empregada na fermentação da massa. Entrou o sal, pois descobriu-se que seu emprego dava mais corpo à massa.

Em 1630 apareceu na França um pão de luxo, feito com sal, leite, levedura de cerveja. Por ser muito apreciado pela rainha Maria de Médicis, foi chamado “pão da rainha”. Outro tipo de pão , justamente oposto ao de luxo, tornou-se famoso também na França. Nele eram misturados todos os cereais disponíveis. Era o chamado “pão da privação”.

Em 1791, as corporações foram definitivamente extintas, surgindo os primeiros sindicatos de padeiros.

No século XIX, aparece a amassadeira mecânica, e no final do século XIX surge o motor elétrico que facilita a sua aceitação mas só quando termina a primeira Guerra Mundial é que ela é definitivamente aceita, e passa a ser usada em grande escala.

Por volta de 1943 começa a trabalhar pelo sistema pneumático. Governos incentivam a produção de pão em escala industrial. E chega-se à produção atual, altamente automatizada.

Atualmente nas industrial de panifiaçao todo o processo é feito através de máquinas e existem fornos com capacidade de assar até 3 mil pães por hora.

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

“Conhecer Dicionário Enciclopédico” vol.III

“Pão Nosso de Cada Dia”    Editora Três Ltda

”Panificação Artesanal”,  instrução Prática, 265

 

 

 

 

CONCEIÇÃO APARECIDA DA SILVA- Emissária

    

 

                               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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